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Miño Minho, Tui (16-12-2020 / 18-12-2020)

Ribeiras do tenso

Entre UM e OUTRO

Que loup (lo) entre nos Ribeiros

El tran, el tran que entre nos Ribeiros el tran el tran

Que loups Ribeiros el tran

Que entre loups Ribeiros loup tran, el tran

Que entre, que loups ribeiros

Que loups ribeiros al mendiño

Quantas palavras cabem umas nas outras ?

E esta forma de estar

Quantas palavras…

E se aquela ponte estiver atravessada,

E se o Bouco estiver em casa

Chegado a Tui, o rio miño separa,

O teu falar,

A porta Pia,

A porta Pia e o Bouco, a porta Pia e o Bouco

Penso em ti Jaume, Aulme, aires como em ti chamava,

Tu de frente, aquele bloco certo, nada incauto

À chuva, à chuva eu disse, quando Aulme fazia,

Quando o Aulme fazia o camia,

Quando o Aulme fazia ainda a brisa se estar

Permanece tan fuera que ele e tu,

ele o erre, contigo ô Aulme,

ô Aulme, ô Aulme, ô Aulme vem aqui

atravessa el pont, le pont de duas rives,

o vivir, o toxo muiño, pela manhã, penso em ti

Aulme meu fulano estradio, e na Porta Pia em Tui tu passaste, e o que é que viste ?

Aulme, Aulme viste a sinagoga a passar e a entrar

ô Aulme, ô Aulme, penso em ti, e as pisadas e o rio, e os miños e a faula

e a casa e tudo, estavam ali passados

E nesse dia, Aulme, tu procuravas, tu cherchais la dauna, tu et tu xais-jais, aqui : jazer, jauziment,

si ao polo, ao mont Aloé,

no monte estavas aqui fauna, fales e aqui de manhã, noite carregada,

sencilla, sem blé, sem a sua fome de manhã, repito,

pola manhã o Aulme estava a passar, à procura da casa,

é uma casa, um baño, a casa que sãi duas casas nas duas rives, nos dois lados,

 ao casadio livre

O Aulme está ali a atravessar o miño, o cordão, o seu cordão, está ali no rio,

O Aulme é um rio, é um enquêteur, é um que procura, um poeta,

O Aulme está à procura, caminha,

O Aulme, que um anjo se transfere para os outros,

ô miños, ô miños e os outros…

 

Entrebescament eu e tu, tu e eu : Tui

Pola manhã, o banco entra, o baño entra ritual e as ondas de Vigo que entram aqui estão espera, a dauna submerge, eu tu entras e a linguaxem...

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Exploration poétique autour des langues romanes et des troubadours

©2025 Diogo Maia

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